História e Contexto

GAL Adritem Rural

A ADRITEM foi fundada em 16 de outubro de 2007 e, desde então, tem consolidado uma vasta experiência na gestão de fundos comunitários e na execução de projetos de desenvolvimento local.

Foi reconhecida como Grupo de Ação Local (GAL) Rural para o período 2007-2014, durante o qual geriu o Subprograma 3 do PRODER, implementou projetos RRN, POPH e SI Qualificação, num investimento global de cerca de 3 milhões de euros.

No período 2015-2025, voltou a ser reconhecida como GAL, assegurando a execução da Medida 10 – LEADER do PDR 2020.

Mais recentemente a ADRITEM foi novamente designada GAL, sendo responsável pela implementação do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) 2023-2027, no Domínio D.1.1.1 – LEADER/DLBC Rural, reforçando o seu papel de dinamizador do desenvolvimento rural.

Missão e Objetivos

Desenvolvimento integrado e sustentável das zonas rurais das Terras de Santa Maria

GAL Adritem Rural tem como objetivo promover o desenvolvimento integrado e sustentável das zonas rurais das Terras de Santa Maria, dinamizando recursos endógenos, apoiando a inovação e a diversificação económica, reforçando a coesão social e territorial e envolvendo ativamente as comunidades locais no desenho e implementação das soluções para os seus próprios desafios.

Tem como visão ser reconhecido como um território rural de referência, resiliente, inovador e atrativo, onde as comunidades vivem com qualidade, os recursos são geridos de forma sustentável e a economia local é dinâmica e inclusiva.
Valorização do património natural e paisagístico

- Proteção e recuperação de recursos naturais (rios, florestas, Rede Natura);
- Promoção de práticas sustentáveis na agricultura e silvicultura.

Valorização do património rural

- Preservação do património material e imaterial;
- Promoção de iniciativas de identidade territorial (ex.: Rota Criativa, Aldeias de Portugal).

Melhoria dos serviços sociais e culturais

- Aumento da oferta de serviços de proximidade (sociais, educativos e culturais);
- Reforço da coesão social e da qualidade de vida das populações.

Reforço do tecido económico e criação de emprego

- Estímulo a micro e pequenos empreendimentos nas atividades primárias e terciárias;
- Apoio à diversificação da economia local e à criação de novos postos de trabalho.

Desenvolvimento do setor turístico

- Promoção de turismo sustentável e de base local;
- Valorização da oferta cultural, gastronómica e de lazer.

Fortalecimento da governança local

- Envolvimento ativo das comunidades e parceiros;
- Criação de redes de cooperação e inovação para um desenvolvimento mais equitativo.

Entidade Gestora

A Adritem e os seus parceiros

O GAL Adritem Rural é uma parceria sem personalidade jurídica, gerida pela ADRITEM – Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria, uma entidade privada sem fins lucrativos, que atua no desenvolvimento regional e gestão de fundos comunitários. Tem por fins a promoção do desenvolvimento regional e local, tendente à melhoria das condições económicas, ambientais, sociais e culturais das respetivas populações.

Desenvolve a sua atividade a Sul da área Metropolitana do Porto e Norte do Distrito de Aveiro, não obstante, incluindo os Municípios do Porto, Valongo e Gondomar.
  • por via do DLBC RURAL Estratégia Desenvolvimento Local Douro e Vouga
    Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Gondomar e Valongo
  • por via do DLBC COSTEIRO Estratégia Desenvolvimento Local Douro Atlântico
    Espinho, Vila Nova de Gaia e Porto
  • por via de Outros Projetos/Programas
    Arouca, Vale de Cambra, São João da Madeira, Aveiro, Albergaria-a-Velha
2024-2029

Estratégia de Desenvolvimento Local

A estratégia do GAL é baseada em um diagnóstico detalhado, que identifica forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.
  • Localização estratégica, território periurbano com forte ligação a áreas industriais e mercados de consumo.
  • Experiência consolidada da ADRITEM na gestão de fundos comunitários (PRODER, PDR2020) e projetos de cooperação.
  • Rede de 99 parceiros diversificados (públicos e privados), com boa representatividade setorial e geográfica.
  • Identidade territorial forte (património natural, cultural e gastronómico reconhecido).
  • Histórico de mobilização comunitária e realização de eventos âncora (ex.: Há Festa na Aldeia).
  • Capacidade técnica instalada (equipa ETL com experiência multidisciplinar).
  • Fragmentação da propriedade agrícola e florestal, dificultando intervenções estruturantes.
  • Envelhecimento da população rural e baixa atratividade para fixação de jovens.
  • Pressão urbana e industrial sobre os ecossistemas (poluição dos rios, risco de incêndios).
  • Dependência significativa de financiamento público para dinamização de projetos.
  • Limitações de transportes públicos e de serviços de proximidade em zonas mais isoladas.
  • Novo quadro comunitário (PEPAC 2023-2027) com tipologias de apoio diversificadas.
  • Tendência de valorização do rural e da bioeconomia (agroturismo, produtos locais, economia circular).
  • Potencial para integração de migrantes e rejuvenescimento populacional.
  • Crescente procura por turismo sustentável e experiências culturais autênticas.
  • Possibilidade de replicação e expansão de redes como Rota Criativa e Aldeias de Portugal.
  • Sinergias com políticas regionais e nacionais (S3 NORTE 2027, Estratégia Turismo 2027, EU Green Deal).
  • Alterações climáticas (eventos extremos, risco acrescido de incêndios e secas).
  • Continuidade da desertificação humana e abandono de áreas agrícolas.
  • Instabilidade económica e encarecimento de fatores de produção.
  • Risco de concorrência desleal de grandes superfícies e cadeias globais sobre o comércio local.
  • Eventual desmotivação dos promotores se houver atrasos nos pagamentos ou burocracia excessiva.